"Maça podre há até nas melhores caixas, mas nem por isso devemos jogar fora a caixa toda, mas...". O dep. Alírio Neto (PPS-DF) teve a cara-de-pau de encerrar a CPI que iria apurar a corrupção de Brasília, fartamente mostrada em vídeos. Como o PPS é um partido decente, ético e seu presidente Roberto Freire totalmente contra a corrupção, espero que decidam que: "... a maça podre deve ser tirada da caixa, rapidamente".
Esta foi a mensagem que postei no domingo, 24/janeiro/2010, para os meus 706 amigos do Facebook, 418 do Plaxo e 134 do Orkut. Mas o maior problema é que na semana anterior eu tinha falado com quase 40 parentes, em três cidades do interior de São Paulo sobre a diferença do PPS em relação aos outros partidos, nas questões da ética, combate a corrupção e coerência de princípios.
"Pra mim, políticos são todos iguais. Basta se elegerem e começam a aprontar". Disse uma tia minha, justificando porque não gosta de política.
Argumentei com ela que é da própria natureza humana uma pessoa ser correta a vida inteira, e de repente, deixar se levar pela tentação do dinheiro fácil da corrupção. É como aquele velho ditado: "Todo mundo é correto, até o dia que deixa de ser".
"Mas o importante...", disse a ela, "...é as demais pessoas que fazem parte do circulo de relacionamento dessa pessoa que se deixou cair na tentação, não a defenderem em função da amizade e do corporativismo, mas a afastarem do seu convívio, pois como diz um outro ditado: ‘Dize-me com quem andas, e te direi quem és’, e, embora eu esteja filiado há pouco tempo ao PPS, sei que o partido defende este tipo de atitude".
Não conheço o senhor Alírio Neto, mas pelo que conheço do Roberto Freire – muito pelos jornais, e ainda pouco pessoalmente –, acho que seu voto será pela expulsão sumária do deputado Alírio do PPS, e tomara os demais integrantes da Comissão de Ética o acompanhem.
O que ainda será pouco, pelo mal que fez à imagem do partido, e falando por mim, por ter me deixado em má situação perante meus parentes e amigos mais chegados. Pelo menos enquanto ele não for expulso do partido.
Por isso, espero que sua expulsão seja consumada no próprio dia em que será ouvido pelo Conselho de Ética do partido, para assim eu não precisar esperar muito para voltar a falar com todos meus parentes e amigos, e explicar que, de duas, uma: ou o senhor Alírio era muito incompetente para continuar no partido porque não consegue nem entender uma decisão judicial (segundo o juiz Vinícius Santos Silva sua decisão em nada pedia a extinção da CPI), ou, ele realmente estava muito envolvido no esquema, como diz um outro ditado que pouca gente conhece (porque inventei-o agora): "Quando alguém defende com veemência o chefe da quadrilha, é porque também faz parte dela".
Segundo os jornais, ao saber das explicações dadas pelo juiz em 23/janeiro/2010, sábado, de forma quase elementar, Alírio afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que retomará os trabalhos da CPI a partir de segunda-feira, 25/janeiro/2010.
Não só agora é tarde, senhor Alírio, porque a tentativa de colar os cacos não vai mais deixar o vaso como era, mas principalmente porque o senhor está agindo como muitos políticos que não dão a mínima para o que a imprensa apura e divulga e acha que voltando atrás poderá se salvar.
E, por antecipação, está menosprezando a inteligência da Comissão de Ética do PPS ao esquecer o que aconteceu em 21/janeiro/2010, segundo o site Congresso em Foco: "...ao ser questionado se acabar com a comissão era uma manobra feita por governistas, o deputado Alírio Neto respondeu: ‘a manobra é do juiz’... O Congresso em Foco apurou que Alírio passou parte da manhã do dia 21/janeiro/2010, quinta-feira, reunido com o governador Jose Arruda, na residência oficial de Águas Claras, onde discutiram qual seria a nova tática para enterrar a CPI".