A briga entre SBT e Record não é um simples arrufo de vaidades. Trata-se de uma disputa que envolve ao menos três emissoras: Globo, SBT e Record, empresas de produção de conteúdo e cujo valor de mercado chega a mais de 10 bilhões de dólares.
Após anos de marasmo e hegemonia da rede Globo neste mercado surge a Record e ultrapassa o confortável e estabelecido segundo lugar do SBT .
Silvio Santos há dois anos sabe que perdeu a vice-liderança, mas só agora reagiu, ao ver que perderia também a audiência de domingo com a saída de Gugu que poderia ir para um desconfortável 4º lugar no Ibope o que lhe acarretaria perda da média de IBOPE semanal e grande perda de captação comercial.
Aí, em gestos emocionais e espetaculares move mundos e fundos contra a Record, contratando a peso de ouro produtos que a concorrente dispensa. Enquanto isto a Globo assiste de camarote aos gastos astronômicos do momento, tão grandes que mais enfraquecerão o SBT a médio prazo.
Talvez , mergulhadas como simples espectadoras de entretenimento as pessoas não se dêem conta de que a produção de conteúdo, ao lado da produção de softwares é a grande locomotiva da economia atual e mais ainda do futuro.
Acostumadas ao fordismo e à produção industrial mecânica ainda pensam que televisão é briga de vedetes. Não, a coisa é muito mais séria, envolve bilhões em moeda e milhares e milhares de empregos diretos e terceirizados.
No racional mundo digital ganha quem menos usar de emoção, coisa que Sílvio Santos não parece dominar muito bem neste momento.
Publicado por Bemvindo, em 14/07/2009 14:13 - ( 0 Comentários )
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